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Secretaria de Saúde promove Dia D de Vacinação contra a Febre Amarela

31/12/1969

 

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A Secretaria Municipal de Saúde de Presidente Kennedy promove neste sábado (11) o Dia D de vacinação contra a Febre Amarela. O objetivo é vacinar toda população kennedense. Além da Unidade de Saúde da Sede, os postos das comunidades de São Paulo, Jaqueira, Marobá e Mineirinho também estarão vacinando de 8h às 16h.

 
 
 
Até o momento no município já foram vacinadas 1.761 pessoas. Somente nesta terça-feira (7) foram aplicadas 463 doses. Nas comunidades de Gromogol, Serrote e Cancelas, toda população já está imunizada. Agora, o trabalho está sendo feito nas localidades de Mineirinho, Santa Lúcia, Marobá e Jaqueira. Na Sede, onde a vacinação ocorre desde o dia 23 de janeiro e onde há maior número de pessoas, a vacinação é feita  mediante a senha, prezando pela organização nas filas e no atendimento. São 60 senhas distribuídas pela manhã e 40 a tarde.

Quem for se dirigir a uns dos postos para se vacinar deve levar o cartão do SUS e o cartão de vacina.
 
Recomendações

A vacina é contraindicada para gestantes. Na impossibilidade de adiar a vacinação, como em situações de emergência epidemiológica, as gestantes devem procurar um médico que irá avaliar os benefícios e o risco da vacinação, expedindo assim um laudo. Vale ressaltar que pessoas acima de 60 anos também devem apresentar o laudo médico antes de se vacinarem. A vacina não é indicada para portadores do vírus HIV ou pessoas que estejam em tratamento com remédios como corticoide ou quimioterapia. 

Febre Amarela

A doença

 

É uma doença infecciosa febril aguda, causada por um arbovírus (vírus transmitido por artrópodes), que pode levar à morte em cerca de uma semana, se não for tratada rapidamente. Os casos de Febre Amarela no Brasil são classificados como febre amarela silvestre ou febre amarela urbana, sendo que o vírus transmitido é o mesmo, assim como a doença que se manifesta nos dois casos, a diferença entre elas é o mosquito vetor envolvido na transmissão.

Na febre amarela silvestre, os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes transmitem o vírus e os macacos são os principais hospedeiros; nessa situação, os casos humanos ocorrem quando uma pessoa não vacinada adentra uma área silvestre e é picada por mosquito contaminado. Na febre amarela urbana o vírus é transmitido pelos mosquitos Aedes aegypti ao homem, mas esta não é registrada no Brasil desde 1942.

 

Sintomas
Os sintomas iniciais incluem febre de início súbito, calafrios, dor de cabeça, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. Em casos graves, a pessoa pode desenvolver febre alta, icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos), hemorragia e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos. Cerca de 20-50% das pessoas que desenvolvem doença grave podem morrer.

Depois de identificar alguns dos sintomas, procure um médico na unidade de saúde mais próxima e informe sobre qualquer viagem para áreas de risco nos 15 dias anteriores ao início dos sintomas e se você observou mortandade de macacos próximo aos lugares que você visitou.  Informe, ainda, se você tomou a vacina contra a febre amarela, e a data.

Tratamento
Não há nenhum tratamento específico contra a doença. O médico deve tratar os sintomas, como as dores no corpo e cabeça, com analgésicos e antitérmicos. Salicilatos devem ser evitados (AAS e Aspirina), já que seu uso pode favorecer o aparecimento de manifestações hemorrágicas. O médico deve estar alerta para quaisquer indicações de um agravamento do quadro clínico.

Importante: Somente um médico é capaz de diagnosticar e tratar corretamente a doença.

Como evitar

A única forma de evitar a Febre Amarela é através da vacinação.

Vacinação
A recomendação para vacinação contra febre amarela é apenas para as pessoas que vivem ou viajam para as áreas de recomendação da vacina. A população que não vive na área de recomendação ou não vai se dirigir a essas áreas não precisa buscar a vacinação neste momento.

O esquema da febre amarela é de duas doses, tanto para adultos quanto para crianças. As crianças devem receber as vacinas aos nove meses e aos quatro anos de idade. Assim, a proteção está garantida para o resto da vida. Para quem não tomou as doses na infância, a orientação é de uma dose da vacina e outra de reforço, dez anos depois da primeira.

Esquema vacinal
Orientação para vacinação contra febre amarela para residentes em área com recomendação da vacina ou viajantes para essa área: 

 

 

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 Contraindicações
A vacinação contra febre amarela segue critérios recomendados pelo Programa Nacional de Imunizações. O Ministério da Saúde alerta que, nos casos de pacientes com imunodeficiência, a administração da vacina deve ser condicionada à avaliação médica de risco-benefício. Pessoas com histórico de reação alérgica a substâncias presentes na vacina (ovo de galinha e seus derivados, gelatina e outros produtos com proteína bovina), além de pacientes com histórico anterior de doenças do timo (miastenia gravis, timoma, ausência de timo ou remoção cirúrgica) também devem buscar orientação profissional.

A vacina é contraindicada para:
- Crianças menores de 6 meses de idade;
- Pacientes com imunodepressão de qualquer natureza;
- Pacientes infectados pelo HIV com imunossupressão grave;
- Pacientes em tratamento com drogas imunossupressoras (corticosteroides, quimioterapia,radioterapia, imunomoduladores);
- Pacientes submetidos a transplante de órgãos;
- Pacientes com imunodeficiência primária;
- Pacientes com neoplasia;
- Indivíduos com história de reação anafilática relacionada a substâncias presentes na vacina (ovo de galinha e seus derivados, gelatina bovina ou outras);
- Pacientes com história pregressa de doenças do timo (miastenia gravis, timoma, casos de ausência de timo ou remoção cirúrgica);
- A administração deve ser analisada caso a caso na vigência de surtos.

Diversos

Casas populares de famílias em situação de risco já estão sendo construídas em Presidente Kennedy

31/12/1969

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A Prefeitura Municipal de Presidente Kennedy começou o trabalho de construção e reforma de casas populares para famílias em situação de risco, no município. Já foram iniciadas obras em 14 terrenos, todas com aprovação por resolução do Conselho Municipal de Habitação. A previsão é que em 90 dias estas residências fiquem prontas. Esta é apenas a primeira etapa do Projeto de Reforma de Casas em Risco, que deverá beneficiar cerca 200 famílias a conquistarem uma moradia em condições dignas. Com isto, o município de Presidente Kennedy dá um salto de qualidade na moradia popular.

Nesta semana o subsecretário de Assistência Social, Jorge de Almeida Bittencourt, visitou algumas das obras, junto com o Chefe de Divisão de Habitação, Luiz Cláudio Alves Braz e a engenheira Rosangela Carlos, e constataram que o serviço está a todo vapor. O subsecretário enalteceu a importância do projeto para a dignidade destas famílias. “São famílias sofridas, que durante anos se acostumaram a viver num ambiente sem a menor condição de saneamento e de acesso a água potável”, e acrescenta, “algumas construções eram de estuque ou de lona, prestes a desmoronar. Era triste ver o sofrimento deles, e agora temos a oportunidade de observar o sorriso de quem ganhou o maior presente de suas vidas”. 

“Não se trata apenas de tirar pessoas da situação de risco e sim de tornar possível ao cidadão kennedense ter uma moradia com dignidade e conforto”, complementa o Luiz Cláudio, que ressalta ainda que o trabalho ainda promove geração de emprego no setor da construção civil.

Uma das casas visitadas foi a de Laudecir Louzan, morador da comunidade de Jaqueira. Há 23 anos ele mora em uma casa com três cômodos, em condições precárias. Agora, o sonho da casa nova está bem perto de se tornar realidade. Contente, o aposentado diz que este é o melhor presente que ele poderia ganhar. “Todo dia quando acordo e vejo que as paredes já estão levantadas penso que falta bem pouco para eu ter a casa que sempre quis”, afirma.

Geraldo Alves de Oliveira, morador da comunidade de Santa Maria, também estará em casa nova, em breve. Ele mora há quatro anos em uma casa de lona e sofria com a chuva, mas daqui alguns meses, o problema vai acabar. “Não vejo a hora de pegar minhas coisas e levar para lá. Graças a Deus a construção já começou”, disse.

As casas onde as famílias moram atualmente não podem ser reformadas e serão demolidas após o termino da construção da nova moradia. A engenheira explica que isto será feito justamente para que nenhuma família vulnerável more no local, que já foi condenado por oferecer riscos. “Se entregarmos as casas novas e deixarmos as antigas onde estão, podemos correr o risco de outras pessoas residirem no local. Como estas casas já estão condenadas, optamos por demolir”, explica.

 Segundo o secretário de Assistência Social,  Ricardo Cordeiro, o critério de escolha das primeiras famílias beneficiadas foi, essencialmente, o altíssimo grau de risco eminente de desabamento de algumas residências, aliado a extrema pobreza e estado de vulnerabilidade social. “Diversas famílias já obtiveram esta mesma aprovação da concessão deste benefício pelo Conselho Municipal de Habitação, por estarem em situações semelhantes de vulnerabilidade social e estão aguardando apenas o início da segunda etapa deste projeto, previsto para o segundo semestre, abrigando um volume bem maior de beneficiários” explica Cordeiro.