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Prefeitura promove ação contra o suicídio na campanha Setembro Amarelo

31/12/1969

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A cada 40 segundos uma pessoa se mata no mundo. No Brasil, 25 pessoas cometem suicídio por dia. Além disso, a Organização Mundial da Saúde afirma que, para cada suicídio, podem ter ocorrido mais de 20 outras tentativas que não deram certo.

Foi pensando em uma forma de prevenir esse problema que nasceu a campanha “Setembro Amarelo”, com o objetivo de quebrar o tabu e ajudar na prevenção do suicídio.  Além de conscientizar e alertar a população a respeito da realidade no Brasil e no mundo.

Para isso, na manhã desta quinta-feira(14) um stand informativo foi montado pela Secretaria Municipal de Saúde, na Praça Manoel Fricks Jordão, onde pacientes foram atendidos e orientados quanto aos riscos da depressão e do suicídio. A ação ainda contou com a distribuição de folhetos sobre as prevenções.

Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), 90% dos suicídios poderiam ser evitados.

A prevenção se dá pelo aconselhamento profissional, um dos primeiros passos para o tratamento da depressão e, consequentemente, para se evitar o suicídio.

No município, os pacientes poderão procurar uma unidade de saúde e solicitar atendimento psicológico com profissionais qualificados. Tudo de graça.

Fique atento aos sinais de alerta listados abaixo:

Principais fatores de risco e sinais de alerta para quem convive com pessoas que apresentam ideação suicida. Confira as recomendações:

1. Relação com transtornos mentais

Você sabia que praticamente todas as pessoas que cometeram suicídio apresentavam pelo menos um transtorno psiquiátrico? Pacientes com depressão, transtorno bipolar, transtorno relacionados ao uso de drogas lícitas ou ilícitas, esquizofrenia e transtorno de personalidade fazem parte do grupo de risco. Dessa forma, a identificação e o tratamento de distúrbios mentais pelo médico psiquiatra estão entre os principais fatores de proteção na prevenção do suicídio.

2. Histórico pessoal

Tentativa prévia é o principal fator de risco para o suicídio. Pessoas que já tentaram o suicídio têm de cinco a seis vezes mais chances de tentar novamente.

3. Ideação suicida

Fique atento a comentários que demonstrem desespero, desesperança e desamparo podem ter manifestação de uma ideação suicida. Atenção a expressões quem podem ser sinais de alerta, como “eu desejaria não ter nascido”, “caso não nos encontremos de novo”, “eu preferia estar morto”.

4. Fatores estressores crônicos e recentes

Eventos estressores significativos, como separação conjugal, migração ou perda de uma pessoa próxima, além daqueles que levem a prejuízo econômico e social, como falência e perda do emprego, estão associados ao surgimento de pensamentos suicidas

5. Organizar detalhes e fazer despedidas

É de extrema importância observar se existe algum comportamento que sugira uma preparação para o suicídio: mensagens de despedida (bilhetes ou recados nas mídias sociais), cartaz, testamentos, doação de posses importantes e acúmulo de comprimidos são alguns exemplos. Além disso, deve se verificar se há “comportamento de despedida”, como ligações incomuns a parentes ou amigos dizendo adeus, como se não fosse vê-los outra vez.

6. Meios acessíveis para suicidar-se

Acesso a armas de fogo, locais elevados e medicação em grande quantidade aumenta a chance de que uma eventual tentativa de suicídio seja efetivada. Por isso é importante ficar atento a esses possíveis meios de consumação do ato.

7. Impulsividade

O suicídio, por mais planejado que tenha sido, muitas vezes parte de um ato motivado por eventos negativos. O impulso para cometer o suicídio é geralmente transitório, com duração de alguns minutos ou horas e pode estar presente particularmente em jovens e adolescentes. A impulsividade também pode ser acentuada se houver abuso de substâncias, como álcool e outras drogas.

8. Eventos adversos na infância e na adolescência

Ter sofrido maus tratos e abuso físico, sexual ou psicológico na infância, apresentar abuso ou dependência de substâncias lícitas ou ilícitas e falta de apoio social estão associados a maior risco de suicídio. É importante lembrar que queda no desempenho escolar pode ser reflexo de um transtorno psiquiátrico não diagnosticado.

9. Motivos aparentes ou ocultos

Algumas pessoas com pensamentos suicidas podem considerar a morte como um “meio de sair do sentimento momentâneo de infelicidade”, “acabar com a dor”, “encontrar descanso”; ou “final mais rápido para os sofrimentos”. Comentários com esse tipo de conteúdo servem como sinal de alerta.

10. Presença de outras doenças

Doenças crônicas, incluindo neoplasias em fase terminal, também são fatores de risco para suicídio. O acompanhamento de pacientes que apresentem condições médicas com essas características deve incluir atenção especial à sua saúde mental.